Defensivos agrícolas: como evitar a contaminação do solo

Chamados também de agrotóxicos ou produtos fitossanitários, os defensivos agrícolas são parte essencial da agricultura. Como o próprio nome diz, eles têm a função de “defender” as lavouras ao ataque de seres vivos considerados prejudiciais no ciclo de uma cultura.

O Brasil é um dos líderes em consumo de defensivos, afinal, também é um dos principais exportadores agrícolas do mundo. Mas afinal, o que são exatamente os defensivos agrícolas? Quais os tipos de defensivos? Como evitar que contaminem o solo? Saiba tudo neste texto.

O que são os defensivos agrícolas?

Como definição, defensivos agrícolas são produtos químicos, físicos ou biológicos usados no controle de seres vivos considerados nocivos ao homem, sua criação e suas plantações. São também conhecidos por agrotóxicos, pesticidas, praguicidas ou produtos fitossanitários. Dentre estes termos, o termo agrotóxico é o termo utilizado pela legislação brasileira.

Os defensivos agrícolas desempenham importante papel na agricultura, visto que previnem perdas de produtividade devido a plantas espontâneas, insetos, fungos, etc. Sem eles, a demanda de alimentos tornaria-se rapidamente maior do que a oferta, em razão de perdas por problemas fitossanitários.

Quais são os defensivos agrícolas?

Atualmente no mercado, existem cerca de 200 tipos de agrotóxicos diferentes e o Brasil é um dos principais consumidores. Aliás, muitos desses compostos são proibidos em outros países, mas no Brasil são utilizados em larga escala sem uma preocupação em relação aos males que podem causar. Alguns dos mais utilizados são:

Abamectina: é um tipo de inseticida e acaricida que pertence a classe toxicológica I, bastante utilizado nas plantações de batata, algodão, crisântemo, cravo, figo, ervilha, manga, feijão, melão, melancia, pimentão, morango, tomate, uva, citros, mamão, pêssego, pepino entre outros. Esse agrotóxico em excesso causa toxicidade reprodutiva do IA e dos seus metabólitos.

Acefato: é um inseticida que pertence a classe toxicológica III e que é utilizado com frequência em plantações de couve, amendoim, brócolis, fumo, crisântemo, repolho, melão, tomate, soja, rosa, citros e batata. Quando consumido em excesso pode causar neurotoxicidade que causa o aumento de células carcinogênicas.

Glifosato: é bastante utilizado no combate a ervas daninhas no cultivo de nectarina, maçã, banana, pêra, pêssego, cacau, café, trigo, cana de açúcar, ameixas, entre outras. O efeito desse inseticida é altamente tóxico. Quando consumido em excesso o Glifosato pode causar efeitos neurológicos.

O que é inseticida piretróide?

Um dos inseticidas mais usados pela Agricultura são os piretróides, compostos químicos sintéticos, que têm origem da piretrina. O piretróides é um éster do ácido crisantêmico produzido pelas plantas do gênero Chrysanthemum.

Durante muito tempo, a piretrina foi utilizada no combate de insetos, primeiro por ser eficaz nessa função e agir sobre uma grande diversidade de espécies, e depois por ser pouco tóxica ao indivíduos expostos. No entanto, ela detém propriedades que muito prejudicam sua ação, como por exemplo, o fato de ser facilmente decomposta pela luz solar e ser instável ao ar.

Mas com tanto agrotóxico, como cuidar bem do solo? Utilizando os defensivos naturais, que são um outro tipo de defensivo menos prejudicial ao solo.

O que são defensivos naturais?

Defensivos naturais são produtos de origem biológica ou natural que possuam baixa toxicidade, eficiência no controle, custo reduzido, facilidade de aquisição e que não favorecendo a ocorrência de resistência de pragas e doenças nas culturas agrícolas.


Atualmente, existe uma classificação entre esses produtos que os diferencia a partir de seu princípio ativo. É muito comum, que se confunda qualquer biodefensivo como controle biológico de pragas. Porém, considera-se o controle biológico os produtos utilizados a base de microbiológicos como bactérias, fungos e vírus e macrobiológicos como parasitóides e predadores.

Os defensivos alternativos ou naturais estão relacionadas à obtenção de produtos agrícolas mais saudáveis, evitando a contaminação do produto e do consumidor, mantendo o equilíbrio da natureza, preservando a fauna e os mananciais de águas, reduzindo o número de aplicações de defensivos agressivos, aumentando a resistência da planta, entre outros diversos benefícios.

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