4 dicas para quem quer produzir conteúdo no mercado agro

Quantos conteúdos você consumiu hoje, desde que acordou? Muitas pessoas estão fotografando, gerando stories para o Instagram ou produzindo vídeos dentro de uma lavoura nesse exato momento.

Se você ainda não está compartilhando informação sobre sua rotina de trabalho no agro, sobre sua tecnologia ou conhecimento que te torna autoridade em algum assunto, aposto que uma das justificativas a seguir te serve: você não gosta de se conectar (e tudo bem),  ou você ainda tem algumas dúvidas sobre como produzir conteúdo.

Se você se enquadra na segunda opção, temos aqui algumas dicas que podem te ajudar a iniciar uma jornada no mundo da produção de conteúdo, beneficiando seus parceiros, clientes e o seu negócio. 

1# Pessoas gostam de ver pessoas

Antes de saber o que você tem a dizer, as pessoas querem saber quem é você, o que você faz, de onde você vem e para onde deseja ir. Tão importante quanto transmitir visão, missão e valores de uma empresa, a exposição é vital na “você s.a” que acaba de entrar com tudo nas redes sociais. 

Não há necessidade de revelar questões pessoais ou familiares. Mas realmente a forma mais fácil de chamar a atenção em qualquer rede social hoje em dia, é vestindo a camisa e fazendo amizade com a câmera. É infinitamente mais interessante e fácil comentar e compartilhar informações sobre algo real, que realmente acontece no seu dia a dia. 

Explorar sua rotina profissional, seja ela qual for, pode atrair público por inúmeros motivos. As pessoas podem achar seu trabalho interessante, querer avaliar como são suas entregas e a eficiência dos seus serviços, ou passam a te acompanhar simplesmente por curiosidade. 

2# Saiba com quem está falando

Nem sempre atraímos o público que desejamos. É muito comum mirar no público A e acertar o público C. Mesmo que de modo geral o público agro tenha um perfil homogêneo, características como região, idade, cargo ou interesses profissionais podem fazer muita diferença. 

Por esse motivo, para saber como cativar um público – seja para conteúdo vindo de uma marca, de um profissional ou influenciador – é preciso entender quem são as pessoas que estão consumindo a informação. 

Para descobrir quem é seu público, basta acessar os dados fornecidos pelas plataformas que você utiliza. Muito além de mostrar curtidas, comentários e seguidores, elas podem te apresentar dados importantes, como o horário que seus seguidores mais acessam seus conteúdos ou com qual formato de conteúdo eles mais se engajam.

3# Mostre a que você veio

Pessoas interessantes, com conhecimento muito valioso – o que geralmente corresponde ao perfil de quem busca se tornar um criador de conteúdo – enfrentam uma dificuldade: filtrar aquilo que realmente importa para o seu público.

E essa filtragem, tão importante, deve ocorrer já no início dos trabalhos. 

Imaginem só: 

Uma especialista em entomologia, que trabalhou anos numa empresa de tecnologia e que hoje leciona aulas sobre inovação e empreendedorismo (?).

Ok, é muita bagagem e isso é muito legal.

Mas o desafio é: qual perfil de público você deseja atender? 

Quem gosta de insetos, pragas, controle biológico, terá uma tendência de consumo de conteúdo. E vai esperar uma frequência nas suas publicações. Mais que isso: algo que acompanhe a rotina de trabalho que ele vive. 

Para o público de inovação, o mesmo é válido.

Afinal, já parou para pensar em como seria se você assinasse um canal de televisão fechada para assistir esportes e no meio da programação aparecessem conteúdos sobre moda? Não é impensável ou inaceitável – algumas pessoas gostam, certo? Mas isso quebra o fluxo – ou mais especificamente, quebra o algoritmo. 

Por esse motivo, é muito importante que você defina qual conhecimento ou experiência vai transmitir para seu público, pelo menos no início. 

Aos poucos, com o aumento da audiência, você pode inserir novidades, expandindo para os 360º do seu estilo de vida profissional e pessoal. 

Resumindo:

Defina qual é a principal ideia > vista a camisa e faça do seu conteúdo sua bandeira > comece a publicar.

Em pouco tempo você será reconhecido não apenas pelo seu nome, ou nome do canal, mas pelo tema que você se propõe a discutir ou informar nos seus conteúdos.

4# Hello camera, my new friend

De acordo com a eMarketer, o consumo de vídeos online cresce 20%, enquanto o consumo dos mesmos vídeos em versão mobile cresce 40%. Basicamente, podemos dizer que, há 20 anos, se você tivesse uma empresa e não tivesse um site, você não existia. Hoje é assim com os vídeos, que são 80% do que consumimos em redes sociais.

Não é para menos que, de acordo com a YouPix, hoje os influenciadores estão dominando tudo. Os dados gerados a partir da Study Tour Los Angeles 2018, apontam que 56% dos vídeos carregados no facebook partiram de influenciadores. 

No Youtube, esse número é ainda maior: 89% dos conteúdos publicados por lá são de influenciadores digitais, superando esmagadoramente a presença de marcas e empresas na plataforma, que até 2018, eram responsáveis por apenas 2% dos vídeos carregados.  

Se você ainda tem dúvidas de que vai precisar se expor em imagem e som, talvez criar conteúdo em 2019 não seja uma tarefa que queira cumprir. 

Caso contrário se atente a essas dicas:

– Filme como for capaz.

– Não se prenda a definição da imagem e sim com a imagem que quer mostrar.

– Privilegie SEMPRE a qualidade do som – não existe efeito que ajude nisso.

– Alguns celulares de 2019 são mais capazes de gerar boas imagens do que câmeras DSLRs que custam 4x mais caro do que um mobile.

– Utilize editores de vídeo simples, para inserir uma vinheta ou título do vídeo se for possível.

– Mantenha uma frequência nos materiais e não perca o foco.

Gostou dessas dicas?

Ficou com ainda mais dúvidas?

Quer saber um pouco mais?

Acompanhe Lucas Jacinto, autor desse texto – ele pode te ajudar.

Lucas é Diretor de Comunicação na Ag.In. Antes de chegar aqui, ele se formou em jornalismo e foi premiado duas vezes no Prêmio ABAG-RP de Jornalismo Agro. Na sequência, atuou como produtor de conteúdo no time de Desenvolvimento de Tecnologia da Monsanto América Latina, depois como Coordenador da Célula de Conteúdo da Bayer Brasil, gerenciando a estratégia de Marketing de Conteúdo das marcas Dekalb, Agroeste, Sementes Agroceres, Roundup Ready Plus entre outras. 

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